” Certas palavras são como granadas. Usadas com imperícia, explodem na boca”. Graham Greene
Na dúvida expressa por Celso Freitas, apresentador do Domingo Espetacular, da Record, “eu” é sujeito de “fazer”. Não poderia ser “mim”, porque pronome oblíquo não exerce a função de sujeito. É objeto. E a preposição “para” está ligada ao verbo “fazer” e não ao pronome “eu”.
Mim é pronome pessoal oblíquo, que funciona sempre como complemento, nunca como sujeito, posição que ocuparia indevidamente em construções como Indique o candidato para ‘mim’ votar.
O pronome que expressa ação ou estado é “eu”. No caso, como sujeito do verbo no infinitivo: para eu fazer, para ela amar, para nós sofrermos, para vós penardes, para eles purgarem. Enfim, é sempre para eu ler, para eu comer, para eu dormir, para eu morrer quando a hora chegar.
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA, nº 2/05