Desde pequeno, tinha o hábito de colecionar alguma coisa. Muitas destas coleções de objetos diversos, não duraram por muito tempo; ou porque se estragaram com o passar do tempo e eu as jogara fora, ou porque eu as perdera, mesmo. Entretanto, houve uma destas coleções, que me aprisionou por longos anos. Somente depois que Jesus me libertou é que pude perceber que aquilo me prendia; e vou explicar como e por que:
Entre meus doze e treze anos de idade, iniciei uma coleção de moedas. A princípio, guardava aquelas que eu encontrava pelas ruas, em locais abandonados, e, depois, pessoas que descobriam meu interesse pela coleção de moedas, davam a mim as que tinham guardadas. Com o passar do tempo, iniciei – não me recordo quando, uma coleção de cédulas também.
Quando comecei a coleção de moedas, recordo-me que algum de meus irmãos, as pegou para brincar e perdeu algumas delas; fiquei muito chateado com eles, falei muito, briguei e até chorei a perda das moedas. Parece coisa de criança normal, não é mesmo?
Passaram os anos e chegou uma época em que comecei a trabalhar no centro da Capital Paulista. Lá encontrei pessoas que vendiam objetos antigos nas calçadas, inclusive, moedas e cédulas; passei, então, a comprar moedas e cédulas para aumentar minha coleção.
Mais anos se passou; casei-me, tive filhos e a coleção estava lá. As pessoas que viam minha coleção de cédulas e moedas, até gostavam, achavam bonita, mas eu era tão apegado, tão entusiasmado com aquilo, que até ficava frustrado, esperando mais das pessoas.
Até aí parece tudo normal, não é mesmo? Tanta gente coleciona tantas coisas! Mas não era normal, amados! E Deus começou, através do Espírito Santo, a me incomodar com relação aquilo. Ele abriu meus olhos para eu enxergar o que significava aquela coleção de moedas e cédulas para mim. Para vocês terem uma idéia, eu agredia com palavras a meus filhos por causa daquela coleção; eu esbravejava, ficava mesmo fora de controle, quando algum deles mexia na minha coleção, sem me pedir. O que dá para entender é que eu me importava com aquela coleção, tanto quanto me importava com meus filhos, e, ela, disputava espaço no meu coração com eles, porque, de outra forma, eu não deveria ficar tão alterado com eles por causa das cédulas e das moedas, não é mesmo? Aquilo para mim era idolatria pura; Deus me fez ver isto! Deus me fez ver o que significava aquela coleção de moedas e cédulas em minha vida. Eu relutava bastante em me desfazer daquilo. Quis vendê-las, não deu certo; quis doá-las, não deu certo. Porém, no ano de 2005, em um dia e mês que não me lembro, depois de chegar da faculdade, todos em casa já haviam ido dormir e eu não conseguia dormir; algo me incomodava. Foi então que o Espírito Santo me encheu de coragem e eu decidi: “vou fazer uma fogueira em sacrifício a Deus, mas não vai ser uma fogueira comum; vou fazer uma fogueira usando as cédulas da coleção”. Foi o que fiz, amados! Queimei aquilo que era idolatria em minha vida; senti-me um Judeu na era da Lei. Eu gostava muito daquela coleção de cédulas, mas, queimá-las para Deus, foi ainda melhor. Glória a Deus!
As moedas ainda estão aqui; elas têm um peso bem menor agora, mas vou me desfazer delas também. Só estou esperando o momento e o método que usarei para me livrar delas, porque queimar moedas é mais difícil. Mas sei que serão oferecidas a Deus também em sacrifício.
Jesus Cristo, nosso Senhor, disse que Ele é uma árvore frutífera; que Seu Pai – Deus, é o agricultor que cuida da árvore; e nós somos os galhos desta árvore. Se os galhos, que somos nós, produz frutos, então, Deus limpa-os, para que possam produzir ainda mais (João 15).
Deus começou a boa obra em mim, e tenho certeza… Ele não vai parar até que eu seja perfeito, quando da vinda do Senhor Jesus. E eu também não quero parar, não quero que Ele pare; quero usar bem meu livre arbítrio; quero agradá-lo, sempre! É fácil? Não é. Mas todo dia é uma oportunidade que me dá o Senhor para santificar minha vida; para ser melhor do que fui no dia anterior. “O caminho do justo é como a luz da aurora; vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Provérbios 4: 18).
Vejam lá no que vão colocar fogo, heim amados! Sejam sábios!
É óbvio que minha experiência há de ser para você saber que não está só nesta jornada. Evidentemente, há coisas em nossa vida que não poderão ser queimadas; algumas deverão ser quebradas e outras tão somente esquecidas.
Havia esquecido-me de dar este testemunho; lembrei-me dele quando ouvi Deus falar através da Missionária Sarah Sheeva. Ela – em nome de Deus, desafiou os ouvintes a se livrarem das músicas profanas (do mundo) que tivessem em casa. Acreditei que, contando este testemunho, poderia dar forças a alguém; afinal, se eu pude queimar minha coleção de dinheiro, porque alguém não poderia quebrar seus cds, dvds e vinis; não é mesmo?
Deus vos abençoe!
Wilk Alexandre de Queiroz